13/05/2009 - 00h58

Operação em favelas do Rio termina com 4 mortos, 22 presos e 26 armas apreendidas

Uma operação da Polícia Civil no complexo de favelas de Manguinhos (zona norte do Rio) suspendeu aulas, obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e terminou com quatro suspeitos mortos, um policial ferido, 22 pessoas presas e 26 armas apreendidas. Os policiais também apreenderam 40 motos roubadas, seis carros, 150 kg de maconha, 4.000 pedras de crack e porções de cocaína.

"Eu acho assustadora a quantidade de motos [apreendidas]. Infelizmente, hoje, esses marginais utilizam as motos para fazer qualquer tipo de barbaridade na cidade", afirmou o secretário da Segurança, José Mariano Beltrame.

A delegada Márcia Becker, titular da Drae (Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos), afirma que a operação foi realizada a partir de informações que apontavam locais onde eram armazenadas drogas e armas. Cerca de 200 policiais civis participaram os trabalhos --nas favelas Mandela 1, Mandela 2 e Manguinhos--, que contaram com apoio de um blindado e de helicóptero.

Os nomes dos quatro mortos não foram confirmados. Durante tiroteio, o policial Wagner Rodrigues de Oliveira, 44, lotado na DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis), foi baleado no abdômen e foi levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, onde passou por cirurgia.

Por medida de segurança, duas creches e duas escolas suspenderam as atividades, o que deixou 2.300 alunos ficaram sem aulas, de acordo com a Secretaria Municipal da Educação. Obras do PAC no complexo foram temporariamente suspensas devido ao tiroteio.

Durante a operação, além das drogas e dos veículos, os policiais apreenderam 11 pistolas, seis revólveres, quatro escopetas, três metralhadoras, um fuzil e uma espada, além de três granadas e munição para diversos calibres.

Além das 22 pessoas presas em flagrante, segundo a Polícia Civil, dois menores de idade foram apreendidos.

Os policiais também encontraram um barraco que funcionaria como uma espécie de enfermaria. Foram apreendidos no local produtos para curativos, soro e estetoscópio

O delegado Marcio Mendonça, titular da DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis), não descarta que entre os presos estejam responsáveis pelo assassinato de uma grávida, morta durante assalto em abril. Ele afirma que entrará em contato com a 44 DP para chamar familiares da vítima para fazer o reconhecimento dos presos.

"Eu acho que tudo isso pode ser esclarecido agora. Essas pessoas vão ser ser reconhecidas", disse o secretário da Segurança.

Fonte: Folha Online